segunda-feira, 30 de julho de 2007

Compartilhando a biblioteca I

De quando em vez, tentarei trazer até aqui alguns volumes da minha biblioteca. Apenas comentários subjetivos sobre gostos muito pessoais.
Para uma tarde paulista e fria como a de hoje, eu ficaria na companhia de Guilherme de Almeida, um poeta da primeira geração modernista, senhor absoluto dos versos, da rima, da métrica, que mereceu o título de Príncipe dos Poetas pelo seu virtuosismo. Grande tradutor da língua francesa (suas traduções de Baudelaire, acompanhadas de notas explicativas são uma lição dos dois idiomas), também cultivou e disseminou no Brasil o hai-kai, sendo que seus filhotes orientais são muito peculiares.
A título de curiosidade, o lay-out da capa da revista modernista Klaxon é de sua autoria, sendo G. de A. um de seus maiores entusiastas e colaboradores.
Dono de uma enorme sensibilidade, aliada à elegância de vocabulário e da maestria na composição poética, Guilherme é um autor para se degustar em uma poltrona macia, numa tarde sem compromissos e acompanhado de uma chávena de chá.

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